quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A Semana da Arte Moderna


A Semana de Arte Moderna

A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, no Teatro Municipal, de 11 a 18 de fevereiro, teve como principal propósito renovar, transformar o contexto artístico e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música. Mudar, subverter uma produção artística, criar uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novas tendências européias, essa era basicamente a intenção dos modernistas.

Durante uma semana a cidade entrou em plena ebulição cultural, sob a inspiração de novas linguagens, de experiências artísticas, de uma liberdade criadora sem igual, com o conseqüente rompimento com o passado. Novos conceitos foram difundidos e despontaram talentos como os de Mário e Oswald de Andrade na literatura, Víctor Brecheret na escultura e Anita Malfatti na pintura.



O movimento modernista eclodiu em um contexto repleto de agitações políticas, sociais, econômicas e culturais. Em meio a este redemoinho histórico surgiram as vanguardas artísticas e linguagens liberadas de regras e de disciplinas. A Semana, como toda inovação, não foi bem acolhida pelos tradicionais paulistas, e a crítica não poupou esforços para destruir suas idéias, em plena vigência da República Velha, encabeçada por oligarcas do café e da política conservadora que então dominava o cenário brasileiro. A elite, habituada aos modelos estéticos europeus mais arcaicos, sentiu-se violentada em sua sensibilidade e afrontada em suas preferências artísticas.
A nova geração intelectual brasileira sentiu a necessidade de transformar os antigos conceitos do século XIX. Embora o principal centro de insatisfação estética seja, nesta época, a literatura, particularmente a poesia, movimentos como o Futurismo, o Cubismo e oExpressionismo começavam a influenciar os artistas brasileiros. Anita Malfatti trazia da Europa, em sua bagagem, experiências vanguardistas que marcaram intensamente o trabalho desta jovem, que em 1917 realizou a que ficou conhecida como a primeira exposição do Modernismo brasileiro. Este evento foi alvo de escândalo e de críticas ferozes de Monteiro Lobato, provocando assim o nascimento da Semana de Arte Moderna.


O catálogo da Semana apresenta nomes como os de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Yan de Almeida Prado, John Graz, Oswaldo Goeldi, entre outros, na Pintura e no Desenho; Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, na Escultura; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, na Arquitetura. Entre os escritores encontravam-se Mário e Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, e outros mais. A música estava representada por autores consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernani Braga e Frutuoso Viana.

Em 1913, sementes do Modernismo já estavam sendo cultivadas. O pintor Lasar Segall, vindo recentemente da Alemanha, realizara exposições em São Paulo e em Campinas, recepcionadas com uma certa indiferença. Segall retornou então à Alemanha e só voltou ao Brasil dez anos depois, em um momento bem mais propício. A mostra de Anita Malfatti, que desencadeou a Semana, apesar da violenta crítica recebida, reunir ao seu redor artistas dispostos a empreender uma luta pela renovação artística brasileira. A exposição de artes plásticas da Semana de Arte Moderna foi organizada por Di Cavalcanti e Rubens Borba de Morais e contou também com a colaboração de Ronald de Carvalho, do Rio de Janeiro. Após a realização da Semana, alguns dos artistas mais importantes retornaram para a Europa, enfraquecendo o movimento, mas produtores artísticos como Tarsila do Amaral, grande pintora modernista, faziam o caminho inverso, enriquecendo as artes plásticas brasileiras.

A Semana não foi tão importante no seu contexto temporal, mas o tempo a presenteou com um valor histórico e cultural talvez inimaginável naquela época. Não havia entre seus participantes uma coletânea de idéias comum a todos, por isso ela se dividiu em diversas tendências diferentes, todas pleiteando a mesma herança, entre elas o Movimento Pau-Brasil, o Movimento Verde-Amarelo e Grupo da Anta, e o Movimento Antropofágico. Os principais meios de divulgação destes novos ideais eram a Revista Klaxon e a Revista de Antropofagia.
O principal legado da Semana de Arte Moderna foi libertar a arte brasileira da reprodução nada criativa de padrões europeus, e dar início à construção de uma cultura essencialmente nacional.

        Por Ana Lúcia Santana

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Semana_de_Arte_Moderna
http://www.pitoresco.com/art_data/semana/index.htm

domingo, 9 de setembro de 2012

Globo Terrestre



A Terra: nossa casa






      A Terra é o planeta em que vivemos.Ela está aproximadamente a  150  milhões  de  quilômetros  do sol. Dentre as  várias  formas  pelas quais podemos representar a Terra estão o globo terrestre e o
planisfério.

  Como o homem representa a terra



         O globo terrestre (ao lado) mostra as diferentes partes que compõem a superfície da terra, indicadas por linhas, cores e palavras. A esfera é a representação que mais se aproxima da forma da terra.
         O planisfério é a outra forma de representar nosso planeta; ele mostra a superfície da terra de forma plana. Há, ainda, outra forma de representação e que você já conhece: são os mapas, que mostram parte da superfície terrestre.


                                                  Globo Terrestre                                                                                           





        


        Para localizarmos um lugar na superfície do planeta, foram convencionadas linhas
imaginárias no globo e no planisfério: os meridianos e os paralelos.


     

                                                                                              Planisfério do planeta terra

MERIDIANOS são círculos imaginários verticais que dividem a terra, passando pelos polos.


Há vários meridianos, mas o principal é o GREENWICH. É a partir desse meridiano que dividimos a terra em leste e oeste.
PARALELAS são linhas imaginárias horizontais que circundam a terra.





        O Equador é o principal paralelo: divide a terra em dois hemisférios, o hemisfério Norte e o hemisfério Sul. Outros paralelos importantes são o Trópico de Câncer, o círculo polar Ártico (no hemisfério Norte),o Trópico de Capricórnio e o círculo Polar Antártico ( no hemisfério Sul ).
Vivemos na superfície da terra. Observando o Planisfério, podemos identificar a parte liquida e a parte sólida que formam nosso planeta. Outra convenção que facilita o estudo de um mapa é a representação da parte líquida pela cor azul. Oceanos, mares, rios e lagos correspondem a dois terços da superfície da terra; por isso, não estranhe a cor azul em boa parte de um mapa.
        Compostos por imensa quantidade de água salgada, nossos quatro oceano são: o Pacífico, o Atlântico, o Índico e o Glacial Ártico. A parte sólida da terra são nossos continentes e ilhas.Temos seis continentes: Ásia, África, América, Europa, Oceania e Antártida.
É possível perceber em inúmeras ilhas no planisfério desta página. Você já aprendeu que ilha é uma porção de terra cercada de água. Também notamos no mapa que a América aparece subdividida em três partes: América do Norte, América Central e América do Sul.

De acordo com o texto responda:
1- A terra pode ser representada de várias maneiras. Qual é o tipo de representação que mais se assemelha ao seu formato?
________________________________________________________________________

2- Observe o planisfério e responda.
a) A Colômbia faz parte com quais países?
________________________________________________________________________


b) O Suriname Faz fronteira com o Brasil?
(     ) Sim                                   (     ) Não

c) Qual o país localizado a sul do Brasil?
(     ) Sim                                   (     ) Não

d) A leste do Brasil, temos:
_______________________________________________________________

e) O meridiano de GREENWICH passa por quais desses países?

(     ) Islândia              (     ) México                 (     ) Brasil

(    ) Zaire                    (     ) Mali                      (     ) França

f)Descubra as letras que faltam para formar o nome de cada país.

• _____ Í____B____I____
• RÚ____ ____ ____ ____
• ____ ____ DÃO
• J____ ____ÃO
• A____ ST____ÁLI____

g)Qual dos países acima sediou as Olimpíadas 2000?
_______________________________________________________________

3- Complete:

a) Meridianos são círculos imaginários _________________que

Dividem a terra, passando pelos polos.

b) Paralelos são linhas imaginárias __________________que circundam a terra.

c) O principal paralelo que divide a terra é o _________________.

d) Temos __________ continentes. São eles: ____________________,

____________________, ___________________, _________________,

_____________________ e _______________________.

e) O Brasil está situado na América _____________________________.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Romantismo


Romantismo
        O Romantismo surgiu na Europa, no final do Século XVIII, e marcou o ponto mais alto da evolução da burguesia, classe que se enriqueceu através do comércio e influiu nas mudanças e políticas da época, principalmente através do teatro.
     A princípio, as ideias românticas foram uma manifestação de revolta contra a aristocracia e o classicismo arcádico. Depois, a filosofia romântica se identifica com os ideais da burguesia e da Revolução Francesa: liberalismo, o luxo a pompa, individualismo.
     Partindo dessa filosofia, podemos destacar como principais características do Romantismo:
1-    Liberdade criadora e individual do artista, com a valorização do mundo pessoal (intuição, fantasias, sonhos,  emoções, sentimentos ), fazendo de sua obra uma expressão egocêntrica do universo, num predomínio quase absoluto do subjetivismo. O Coração  é o centro do universo.
2-    Consciência da solidão do indivíduo diante da realidade, o que gerou um profundo sentimento de abandono e angustia.
3-    Predomínio do sentimento sobre a razão.
4-    Sentimento de insatisfação com a realidade, o que provoca o desejo de reformas sociais, ou fuga para o mundo dos sonhos, das utopias e para o suicídio.
5-    Nacionalismo ufanista que brota do sentimento patriótico de valorização da natureza, das lendas, do folclore, e da elevação do índio à categoria de herói nacional.
6-    Religiosidade manifestada através da inspiração medieval e do culto à obra divina, principalmente a natureza, refletindo, geralmente, o estado de espírito do autor.

Observação:
A obra que iniciou o Romantismo no Brasil foi  “SUSPIRO POETICOS e SAUDADES”, de Gonçalves de Magalhães, em 1836.
Fonte: Novo Horizonte ( Português Vol. II )

O Mito da Caverna




O MITO DA CAVERNA
       Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas a frente, não podendo girar a cabaça nem para trás nem para os lados. A entradada caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior. A luz que ali entra provém de uma imensa a alta fogueira externa. Entre ele e os prisioneiros – no exterior, portanto – há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.
        Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela os prisioneiros enxergam na parede no fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam. Como jamais viram outras coisas, os prisioneiros imaginavam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna. Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.
         Num primeiro momento ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda a sua vida, não vira senão sombra de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade. Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros os que viram e tentaria libertá-los. Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.